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Desde a construção da Usina Nilo Bonfanti, a cooperativa pode investir em melhorias na infraestrutura de distribuição e atender as necessidades sociais dos associados O dia 20 de agosto é a data magna da Ceriluz e este ano se mostra ainda mais especial. É neste dia que a cooperativa comemora seu aniversário e completa, em 2009, seus 43 anos de existência e os dez anos de geração própria de energia. São dois aniversários que comprovam a força e a longevidade das empresas do sistema cooperativista. “No início dos anos 70 a Ceriluz teve enormes dificuldades em relação à credibilidade da execução das nossas redes. Os nossos associados, na época, não acreditavam na possibilidade de nós as fazermos”, recorda o atual presidente, Iloir de Pauli. Segundo ele, o então diretor Nilo Bonfanti, enfrentou problemas, inclusive, para buscar apoio junto a outras entidades e aos órgãos públicos. A prefeitura de Catuípe foi a primeira a apoiar a construção de redes e aos poucos esse trabalho foi atingindo mais municípios, até chegar aos mais de 13 mil associados que a Ceriluz tem hoje. Outro grande desafio nesta história foi a geração de energia própria, quando, da mesma maneira, a incredulidade esteve presente. “Convencer as pessoas de que a Ceriluz precisava investir na geração deu muito trabalho. Mas, o dia da inauguração da usina de Chiapetta, com a presença da então secretária estadual de Minas e Energia Dilma Roussef, foi um marco histórico”, comenta o presidente. De Pauli acrescenta que a usina que completa dez anos e homenageia Nilo Bonfanti, foi um laboratório para a cooperativa, que resultou no grande projeto de geração: a usina José Barasuol, inaugurada em fevereiro de 2004. “Depois que a Ceriluz aprendeu a fazer usinas, nós tivemos a coragem e a capacidade de construir uma grande usina, até hoje a maior do cooperativismo brasileiro, e que trouxe inúmeros benefícios, inclusive a autossuficiência”, comemora de Pauli. E a usina Nilo Bonfanti não foi apenas um laboratório para a Ceriluz, mas também serviu de exemplo para as demais cooperativas do Estado. “Olhando para o sistema cooperativo, vemos que algumas cooperativas recém agora estão iniciando a gerar energia e a Ceriluz fez isso já há muito tempo e foi uma referência. Foi uma sinalização de que nós poderíamos ter, não só a distribuição, mas também a geração como uma oportunidade de nos desenvolvermos e consolidar o cooperativismo de energia”, acredita o presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop) e da Coprel, Jânio Vital Stefanello. Ele lembra que o processo de separação das cooperativas de geração e distribuição, promovido pela Regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é uma oportunidade que as cooperativas têm de crescer. “Ao fazerem isso, a direção da Ceriluz e seus conselhos, tiveram uma visão de longo prazo que permitirá novos investimentos. Hoje nós temos que investir na geração de energia, buscar boas alianças estratégicas e também investir muito na qualificação profissional, olhando sempre para o seu associado, para o lado social. E quem vai fazer esse trabalho social será a geração, através de suas sobras”, conclui Stefanello. Autossuficiente até 2006, nos últimos anos a Ceriluz se deparou com um grande crescimento da demanda. De um consumo médio que girava em torno de 70 milhões de Kwh passou para aproximadamente 93 milhões de Kwh, em 2009. “Em razão disso a Ceriluz precisa colocar, no mínimo, uma usina de 3 Mw, por ano, na sua área de atuação, senão teremos que comprar essa energia deficitária”. A meta é instalar até o ano de 2016, 18 Mw para suprir essa necessidade existente. (ceriluz – 21/08)
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