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Ceriluz obtém licença para instalação de nova PCH
21/09/2009
 
foto Vista aérea do local da PCH

Quando comemora seus dez anos de geração de energia, a aprovação da construção da usina da RS 155 consolida o projeto de reconquistar a autosuficiência

No ano em que comemora seus dez anos de geração de energia, a Ceriluz recebeu uma ótima notícia neste sentido: a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu a Licença de Instalação (LI) da Pequena Central Hidrelétrica (PCH), no rio Ijuí, próxima a ponte da RS 155. “A Ceriluz vinha aguardando há muito tempo essa liberação, porque a licença é o pontapé inicial para a construção. Até aqui eram apenas especulações, possibilidades”, comenta o presidente da cooperativa Iloir de Pauli.
A nova usina vai representar o retorno da autosuficiência para a cooperativa, situação que sustentou até 2006, quando o consumo cresceu vertiginosamente. Este novo projeto irá gerar 5,7 MW, com um excelente aproveitamento de água, principalmente comparada às demais usinas. Essa geração será possível apenas com uma barragem de 3,6 m de altura e uma área inundada de somente 1,66 hectares fora do leito do rio. A expectativa é que a nova usina esteja gerando após 18 meses, prazo necessário para a entrega dos equipamentos. “Nos próximos dias vamos definir a obtenção de recursos junto às instituições financeiras e definir os últimos detalhes quanto à área em torno do rio”, afirma de Pauli. O projeto prevê um investimento de R$ 32 milhões, divididos em recursos próprios e financiamentos.
A liberação da obra estendeu-se um pouco mais em razão de pendências junto ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), onde havia a demanda pela autorização da abertura de um túnel sob a RS 155, licença concedida há apenas duas semanas. “Todos os estudos foram feitos, a segurança constatada e agora podemos iniciar os trabalhos”, salienta o presidente. 
A geração própria de energia surgiu há dez anos na Ceriluz, como uma forma da cooperativa tornar-se menos dependente do mercado. A produção própria iniciou discreta, com a Usina Nilo Bonfanti e ampliou-se com a construção da José Barasuol. “A opção pela geração veio para reduzirmos a compra de energia no mercado, amenizando custos”, explica o presidente Iloir de Pauli, que foi um dos que lutou por esta conquista dentro da Ceriluz, quando ainda era colaborador.
Em 2005 a cooperativa chegou a autosuficiência, após a inauguração da usina José Barasuol, porém, aos poucos a situação foi se revertendo. “O consumo de energia vem subindo muito, com destaque para o setor industrial, que hoje consome aproximadamente 35% do que é distribuído”, salienta de Pauli.  “A Ceriluz pensa em continuar a investir na geração porque ela é uma fonte de receita. E com mais receita, teremos mais benefícios para oferecer ao nosso associado”. A meta é ampliar a geração em 3MW, média ano, até 2016. Há projetos ainda em fase de estudo e coleta de dados nos rios Ijuizinho e Conceição. A redução de custos em aquisição de energia vem se revertendo em inúmeros benefícios. A tarifa de energia está congelada desde 2004 e ainda há um desconto de 15% no valor em caso de pagamento em dia. Em 2008, 71% dos associados receberam esse benefício enquanto que, até abril deste ano, o número havia subido para 74%. Há ainda o seguro residencial e o auxílio funeral, além do plano de saúde que hoje atende 1263 associados que aderiram à proposta e os encontros sociais e ambientais do Programa Além da Energia.
A estrutura da cooperativa também vem sendo melhorada graças a geração, que proporciona a construção de novas redes alimentadores com sistemas controlados à distância (telecomandados) além de veículos para trabalhos de manutenção (ceriluz – 21/09)

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