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Religadores automáticos de redes

Religadores automáticos de redes

Religadores muito uteis, principalmente em locais com árvores próximas das redes

Religadores muito uteis, principalmente em locais com árvores próximas das redes

Ceriluz - Inovações tecnológicas melhoram automação de redes e ajudam a reduzir desligamentos

29 de Junho de 2026

Para minimizar os impactos causados por falhas transitórias nas redes, as distribuidoras de energia há muito tempo implantam sistemas de automação que permitem o acionamento automático do sistema após a eliminação da falha. Essas soluções vêm sendo aprimoradas com a evolução tecnológica dos equipamentos.

O principal equipamento utilizado atualmente é o religador automático de rede. Instalados em pontos estratégicos dos alimentadores, esses equipamentos monitoram permanentemente as condições do sistema elétrico e podem interromper e restabelecer o fornecimento de forma automática quando identificam falhas transitórias. Quando o problema persiste, os religadores são capazes de isolar o trecho defeituoso, restringindo o desligamento apenas à área afetada e mantendo o fornecimento para o restante dos consumidores. Os religadores automáticos de rede são equipamentos com controle eletrônico e processamento digital das informações do sistema elétrico, que utilizam sensores e microprocessadores para identificar falhas com maior precisão e executar ações automáticas de proteção. Eles permitem monitoramento remoto e integração com sistemas de automação da rede.

Além de reduzir o número de interrupções e o tempo de restabelecimento da energia, os religadores automáticos aumentam a segurança e a confiabilidade da rede elétrica, contribuindo para a proteção dos equipamentos e das pessoas. Atualmente, a Ceriluz conta com 53 religadores automáticos distribuídos em toda a sua área de atuação, sendo esta uma das principais frentes de investimento da cooperativa na modernização do sistema elétrico.

Os primeiros equipamentos que faziam – e ainda fazem - essa função, contudo, eram mais simplificados. As primeiras a serem utilizadas foram as chaves fusíveis religadoras, baseadas em processos mecânicos, com operação automática limitada e sem nenhum recurso de monitoramento remoto. Hoje a Cooperativa ainda possui 22 dessas ferramentas distribuídas em sua área de ação. Depois vieram os religadores automáticos eletromecânicos, que utilizam componentes eletromagnéticos para detectar falhas e componentes mecânicos para realizar religamentos automáticos ao identificar sobrecorrentes. Estes possuem operação baseada em princípios mecânicos e elétricos, também com nenhuma digitalização ou possibilidade de supervisionamento à distância. Ainda há 57 instalados nas redes de distribuição de energia da Ceriluz.

“Diferentemente dos religadores automáticos, esses equipamentos mais antigos têm menor grau de automação e não permitem supervisão. Por isso, vêm sendo gradualmente substituídos ou remanejados para redes secundárias”, explica o engenheiro eletricista Rogério Kamphorst, responsável pelas redes de distribuição. Na prática, todos esses dispositivos evitam desligamentos desnecessários causados por ocorrências momentâneas, reduzindo a necessidade de deslocamento de equipes, especialmente em períodos de eventos climáticos.

Um exemplo comum é o contato temporário de galhos com a rede durante rajadas de vento. Em sistemas mais simples, a ocorrência exige deslocamento de equipe para religamento. Já com esses equipamentos, o circuito é interrompido momentaneamente e religado automaticamente. Se a falha desaparecer, o fornecimento é restabelecido em segundos. Situações semelhantes também podem ser causadas por ventos fortes, descargas atmosféricas ou outros eventos passageiros. (Ceriluz – 24/06/2026)